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STJ anula julgamento de juiz acusado de liderar esquema milionário em Rondônia

Decisão surpreendente do Superior Tribunal de Justiça reacende debate sobre caso que envolve extorsão, lavagem de dinheiro e uso de laranjas no Judiciário rondoniense

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Em uma decisão que promete agitar os círculos jurídicos de Rondônia, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, em 11 de março de 2025, a anulação do julgamento do juiz Hedy Carlos Soares, figura central em um dos maiores escândalos envolvendo o Poder Judiciário do estado. O magistrado, que atuava na comarca de Buritis, é acusado de comandar um sofisticado esquema de extorsão que movimentou milhões de reais através de operações financeiras suspeitas.

Histórico do caso

O caso ganhou notoriedade em agosto de 2022, quando o juiz foi preso preventivamente após investigações do Ministério Público de Rondônia revelarem um complexo esquema criminoso. Soares é acusado de extorquir R$ 3 milhões de um casal que administrava sua fazenda, utilizando-se de métodos intimidatórios e uma rede de intermediários para ocultar as movimentações financeiras.

O esquema do "laranja"

No centro das investigações está a figura de Wevergton Alves da Silva, empresário apontado como "laranja" do magistrado. As investigações revelaram que, apesar de declarar renda mensal de apenas R$ 1.045,00, Silva movimentou R$ 619 mil em sua conta bancária em um único mês de 2021, evidenciando uma clara incompatibilidade patrimonial que chamou a atenção das autoridades.

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