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Teka contesta pedido de falência e solicita destituição de administrador judicial

Empresa de cama, mesa e banho trava disputa judicial para evitar falência continuada e acusa administrador de prejudicar recuperação

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A fabricante de artigos de cama, mesa e banho Teka entrou com um pedido na Justiça para destituir a Leiria & Cascaes da função de administradora judicial do seu processo de recuperação.

O movimento ocorre semanas após a própria administradora solicitar a falência da companhia, alegando descumprimento do plano de recuperação judicial e um "evidente colapso operacional".

A Teka, no entanto, refuta essa tese e acusa a administradora de agir contra os interesses da empresa e de seus credores, além de dificultar auditorias independentes.

Na petição protocolada na Vara Regional de Falências de Jaraguá do Sul (SC), a empresa argumenta que a nova gestão, eleita recentemente, está comprometida com a recuperação e já avançou em negociações de dívidas, como a do ICMS em São Paulo.

A Teka afirma que, desde a mudança no comando, a administradora judicial criou um cenário artificial de inviabilidade para justificar a conversão da recuperação em falência continuada, modalidade na qual a empresa segue operando até vender seus ativos.

Além disso, a companhia acusa a Leiria & Cascaes de dificultar o acesso da PwC à documentação necessária para auditoria.

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A gestora Buriti, que detém 25% da Teka, também já havia contestado a atuação da administradora judicial, reforçando a batalha jurídica pelo futuro da companhia.

As informações são do jornal O Globo