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Teto do financiamento Move Brasil sobe para R$ 200 mil

Programa do governo federal amplia limite de crédito e inclui novos modelos híbridos para taxistas e motoristas de aplicativo, visando aumentar a adesão

Teto do financiamento Move Brasil sobe para R$ 200 mil
📷 Ana Flávia Pilar/Agência O GLOBO
📋 Em resumo
  • O governo federal ampliou o teto do financiamento Move Brasil de R$ 150 mil para R$ 200 mil, baseado no valor final da nota fiscal.
  • A medida inclui novos modelos híbridos e veículos seminovos elétricos ou híbridos flex fabricados a partir de 2024.
  • As taxas de juros subsidiadas são de até 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres, com carência de seis meses.
  • A mudança busca reverter a baixa adesão inicial e estimular a participação de instituições financeiras privadas no programa.
  • Por que isso importa: Com o reajuste, o alcance potencial do programa salta de 63% para 88% do mercado brasileiro de vendas automotivas, segundo a Fenabrave
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O governo federal ampliou o teto do financiamento Move Brasil para R$ 200 mil, visando atender taxistas e motoristas de aplicativo. A medida, confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, busca reverter a baixa adesão inicial ao incluir novos modelos híbridos e estimular a participação de instituições financeiras privadas no crédito subsidiado.

A matemática da ampliação do crédito

A principal alteração normativa eleva o limite de financiamento, que antes era restrito a R$ 150 mil. Segundo dados de emplacamentos da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), esse reajuste é estratégico: o alcance potencial do programa salta de 63% para 88% do mercado brasileiro de vendas automotivas.

Vale destacar uma regra fundamental para a elegibilidade: não é necessário que o preço sugerido pela montadora seja inferior ao teto. Para se adequar ao programa, vale o valor final constante na nota fiscal, já com todos os descontos aplicados na negociação.

Novos modelos e a aposta na eletrificação

A nova portaria expande o leque de veículos elegíveis, alinhando o programa às tendências de descarbonização do setor. Para veículos novos, o carro precisa ser enquadrado como sustentável (flex, elétricos e híbridos a etanol). Para seminovos, a regra exige que sejam elétricos ou híbridos flex produzidos a partir de 2024, mantendo o teto de R$ 200 mil.

Essa mudança abre portas para modelos que antes estavam fora do radar do programa. Montadoras como BYD, GWM, Omoda & Jaecoo, Caoa Chery e Fiat já possuem ofertas que se encaixam na nova faixa de preço, variando de R$ 156 mil a R$ 199 mil, tornando a renovação da frota uma possibilidade real para o motorista profissional.

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"Aumentar o teto do crédito e incluir mais categorias de híbridos são estratégias para crescer o interesse dos motoristas e destravar a disposição dos bancos privados."

Veja alguns veículos que entram na nova faixa

BYD - Em concessionária do Rio de Janeiro, tem oferta, para todos os segmentos de púbico, de Byd King GS 2027 por R$ 166.990.

GWM - Na loja oficial, o Ora 03 Bev58 26/27 é anunciado a partir de R$ 169 mil. Já o preço único de Ora 5 é R$163.990.

Omoda & Jaecoo - O Omoda 5, versão Luxury, custa, em oferta no site, a partir de R$ 159.990 mil. E o Omoda E5, a partir de R$ 199 mil.

Caoa Cherry - No site, a montadora informa que o Tiggo 7 Pro Hybrid Max Drive tem preço público sugerido a partir de R$ 181.990.

Fiat - No site, há oferta de FastBack Abarth Turbo 270 Flex AT 2026 para pessoa física por R$ 156.390.

Condições financeiras e o desafio da adesão

O Move Brasil foi desenhado com condições atrativas para aliviar o fluxo de caixa do trabalhador. O Conselho Monetário Nacional definiu taxas de juros de até 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres. O prazo de carência para o pagamento do principal é de até seis meses, com financiamento estendido por até 72 meses.

Apesar das condições favoráveis, o ministro Dario Durigan admitiu que a adesão está abaixo da expectativa inicial. O governo observa que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal demonstram maior disposição para conceder os financiamentos, mas há uma resistência das instituições financeiras privadas. Planos para incentivar essa participação estão em estudo.

O desafio entre a oferta e a demanda real

A ampliação do teto e a inclusão de seminovos são movimentos corretos para ajustar a política pública à realidade do mercado. No entanto, o sucesso do Move Brasil não dependerá apenas da oferta de crédito, mas da eficiência do processo de aprovação.

O motorista precisa se cadastrar via conta gov.br, aguardar até cinco dias úteis pela análise de elegibilidade e, só então, submeter-se à análise de crédito das instituições financeiras. Essa dupla barreira burocrática pode ser o entrave final. A pergunta que o mercado faz é se a taxa subsidiada será suficiente para convencer os bancos privados a assumirem o risco, ou se o programa continuará dependente quase exclusivamente das instituições públicas.


Versão em áudio disponível no topo do post.

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