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Trauma infantil redesenha o cérebro: estudo revolucionário revela impactos profundos

Pesquisa inédita desvenda como abusos na infância reconfiguram redes neurais, afetando emoções e relações

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Um estudo pioneiro realizado pela Universidade de Essex revelou como o trauma na infância pode alterar significativamente o desenvolvimento cerebral, reconfigurando importantes vias neurais. A pesquisa, considerada a maior do mundo sobre o impacto do trauma infantil no cérebro, identificou uma perturbação nas redes neurais envolvidas no foco em si mesmo e na resolução de problemas, o que pode levar a dificuldades emocionais e de empatia em crianças que sofreram abuso.

"Os resultados desse estudo são alarmantes, pois mostram que as crianças que passaram por experiências traumáticas não apenas enfrentam dificuldades emocionais, mas também lutam para compreender e processar as sensações dentro de seus corpos. Isso afeta profundamente a forma como elas se relacionam consigo mesmas e com os outros, principalmente na vida adulta, nos ambientes familiares e corporativos”, afirma Telma Abrahão, especialista em neurociência, traumas e infância.

A pesquisa, liderada pela doutora Megan Klabunde do Departamento de Psicologia da Universidade de Essex, utilizou inteligência artificial para reexaminar centenas de exames de ressonância magnética funcional (fMRI) e identificar padrões de atividade neural. Os resultados, publicados na revista Biological Psychiatry Cognitive Neuroscience and Neuroimaging, destacam diferenças marcantes nas redes do modo padrão (DMN) e central executiva (CEN) em crianças traumatizadas.

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