Poder e Bastidores

União Brasil abre processo para afastar e depois expulsar Bivar

Partido abre prazo de 72 horas para o deputado se manifestar

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Após deliberação da Executiva do União Brasil, o partido decidiu aceitar denúncia e abrir um processo pelo afastamento do presidente da sigla, Luciano Bivar (PE), pela cassação da sua ficha de filiação e pela expulsão da sigla. Presidente eleito há duas semanas e adversário de Bivar, Antônio Rueda participou da reunião da cúpula nesta quarta-feira.

Depois de ser notificado da decisão desta quarta-feira, Bivar terá 72 horas para se manifestar sobre a denúncia, que trata das acusações de ameaças de morte contra Rueda, entre outros assuntos.

Após esse prazo, a Executiva poderá afastá-lo ou até mesmo expulsá-lo de forma provisória. Enquanto isso, o rito definitivo pela expulsão ou apenas afastamento prossegue, com prazo máximo de resolução do processo em 60 dias.

Segundo parlamentares que estiveram presentes à reunião, a Executiva deve se reunir novamente até a próxima quarta-feira para deliberar a medida cautelar, ou seja, provisória. O conflito interno do partido chegou ao ápice nas duas últimas semanas, quando o embate entre Bivar e Rueda virou caso de polícia.

Além das acusações de ameaça, desde terça-feira os advogados de Rueda alegam que há suspeitas de que ele incendiou a sua casa de praia em Pernambuco e a de sua irmã, Maria Emília Rueda, tesoureira da sigla.

Após a decisão da Executiva, Rueda disse que Bivar tem tido comportamento "muitas vezes desconexos". Também relatou as ameaças contra sua vida e contra sua família. Por isso, segundo ele, passou a contar seguranças para fazer sua escolta e fez o registro na polícia. Questionado sobre o motivo do início da desavença no partido, Rueda indicou que Bivar passou a ser imprevisível.

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— Tem que procurar um psicólogo — disse Rueda.

Em Brasília, mais de 40 deputados e senadores participaram da reunião, acompanhados pelo vice-presidente eleito ACM Neto, além dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, de Mato Grosso, Mauro Mendes, e do Amazonas, Wilson Lima; o prefeito de Salvador, Bruno Reis; e os ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva Celso Sabino (Turismo) e Juscelino Filho.

Antes da reunião, Bivar disse que não participaria da reunião e reconheceu o seu isolamento.

— Eu fui traído e agora eles têm maioria. Acabei de pousar no Recife. Resta agora ver o que vão fazer, se terá algum vício na decisão — disse Bivar.