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Urbanismo Social: o contrário de insegurança é a convivência

Especialistas apresentam o Urbanismo Social como um grande aliado à Segurança Pública, capaz de ajudar a transformar a realidade urbana, cultural e social promovendo a convivência pacífica nas cidades

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Em 2023, o Brasil registrou mais de 46 mil Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), segundo o SINESP, sistema nacional de dados de Segurança Pública. Esse número, apesar de ter sofrido uma queda de cerca de 5% com relação à 2022, ainda apresenta um cenário alarmante, mantendo o Brasil no ranking dos países mais violentos do mundo. 

Segundo o Atlas da Violência 2024, desenvolvido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), existem fatores estruturais e conjunturais que ajudam a explicar este cenário, sendo o principal deles a expansão das facções criminosas, que certamente pressiona para cima as taxas de homicídio. A construção de cidades seguras requer uma abordagem mais abrangente que considere não apenas a repressão ao crime pelas forças de segurança, mas também a promoção da inclusão social e a melhoria da qualidade de vida nas áreas mais vulneráveis.

Nesse contexto, o Urbanismo Social se apresenta como uma proposta eficaz para ajudar a transformar a realidade socioterritorial, combater as desigualdades em regiões vulnerabilizadas e promover a convivência pacífica nas cidades. Especialistas sugerem que essa abordagem deve ser encarada como um instrumento indissociável à segurança pública, capaz de gerar um ambiente propício ao desenvolvimento social e à redução da violência. O conceito de Urbanismo Social, amplamente discutido no "Guia Prático de Urbanismo Social", lançado recentemente pelo Centro de Estudos das Cidades - Laboratório Arq.Futuro do Insper em parceria com a Diagonal, consultoria socioambiental, e a BEĨ Editora, enfatiza a importância de intervenções planejadas de forma integrada e participativa, que considerem as necessidades e demandas das comunidades locais.

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