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Vorcaro não vai à CPI do INSS: STF torna presença facultativa e veta uso de jatinho

Ministro André Mendonça tornou facultativa a presença do dono do Banco Master, que enfrenta investigações por fraudes no crédito consignado de aposentados e pensionistas

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O ministro André Mendonça, novo relator do caso Banco Master no STF, decidiu na quinta-feira (19) que Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, não está obrigado a comparecer às convocações da CPMI do INSS nem à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Com a decisão, a presença do banqueiro passa a ser facultativa — e a defesa comunicou formalmente à comissão que ele não se apresentará.

O caso e os sucessivos adiamentos

O depoimento de Vorcaro havia sido convocado ainda no final de 2025, quando a CPMI aprovou também a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do executivo. Inicialmente marcado para 5 de fevereiro de 2026, a oitiva foi adiada para o dia 26 sob alegação de problemas de saúde da defesa. Após uma reunião reservada da cúpula da comissão, o depoimento foi antecipado para 23 de fevereiro, às 16h, com o objetivo de garantir a primazia da CPMI na oitiva — antes mesmo da CAE, que também pretendia ouvi-lo no dia seguinte, dia 24.

A manobra de antecipação foi interpretada por parlamentares como uma estratégia para reduzir o risco de novos adiamentos e evitar que disputas judiciais comprometessem a sessão. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Vorcaro havia confidenciado a pessoas próximas que avaliava não comparecer ao interrogatório.

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