Poder & Bastidores

A morte do pudor: como a sexualidade feminina deveria ser tratada

Famosa artista plástica, Paula Klien revela momentos íntimos em seu livro "Todas as Minhas Mortes"

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Muitas mulheres no início da vida sexual se perguntam: afinal, como é o orgasmo? Mesmo depois de anos, algumas delas nem sabem se já tiveram ou não um final feliz. Descrever o gozo feminino não é uma tarefa fácil, com suas nuances e até mesmo diferenças. Porém, Paula Klien, em sua autoficção Todas as Minhas Mortes (Citadel Grupo Editorial), conseguiu esse feito, quando conta sobre o primeiro clímax aos 5 anos.

Eis que, enfim, fui derrotada. Sem volta, fui consumida por convulsões, choques, tremores e movimentos aleatórios. O sangue se espalhou por todas as partes de mim. Os olhos queriam fechar. Os pensamentos queriam adormecer, mas não podiam. Eram muitos. O que era aquilo? O que tinha acontecido comigo? Eu estava viva? Eu estava toda melada. Não tinha tempo para pensar tanto. Alguém podia aparecer. Subi a calcinha e fiquei ali sentada de olhos arregalados fingindo assistir Perdidos no Espaço. (Todas as Minhas Mortes, p. 17).

Além do tesão provocado por si mesma, Paula, na obra representada pela protagonista Laví, fala sobre sua primeira vez que, ao contrário da maioria das garotas que sonham com o romance, diz: “escolhi o macho para me descabaçar como quem escolhe uma peça de carne pendurada no açougue”.

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