Alexandre de Moraes abre investigação sobre insider trading no tarifaço de Trump
STF apura suspeitas de uso de informações privilegiadas em movimentações cambiais antes de sanções dos EUA contra o Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, abriu nesta segunda-feira, 21 de julho de 2025, uma investigação para apurar suspeitas de insider trading relacionadas ao anúncio de tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil. A decisão atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que identificou movimentações atípicas no mercado cambial brasileiro antes e depois do anúncio das sanções, que incluem uma taxação de 50% sobre as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto.
A prática de insider trading, que consiste no uso de informações privilegiadas para obter lucros no mercado financeiro, é considerada crime no Brasil, com penas que podem chegar a cinco anos de reclusão e multas expressivas.
A investigação foi iniciada no âmbito do inquérito que apura a atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele reside desde março de 2025, após alegar perseguição política. O parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é investigado por supostamente tentar influenciar o governo norte-americano a adotar medidas de retaliação contra autoridades brasileiras, incluindo o próprio STF, com o objetivo de obstruir a Justiça e barrar a ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
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