Apoiadores de Bolsonaro, pecuaristas reclamam de impostos e falam de colapso em Rondônia
Via Painel Político

Os principais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, e do governador Marcos Rocha, os pecuaristas estão reclamando da alta carga tributária para exportar o rebanho bovino a partir de Rondônia. Os ruralistas são os principais defensores e eleitores de Bolsonaro.
O movimento iniciou em Cacoal, e os produtores rurais, ameaçam fazer protestos contra Bolsonaro e Rocha caso suas reinvindicações não sejam atendidas. O grupo diz que pode fechar rodovias importantes no estado se suas pautas não forem atendidas.
Os pecuaristas e produtores rurais falam de um possível colapso na cadeia da carne estadual. Entre os motivos são mencionados baixos preços da arroba do boi, redução do volume de abates nos frigoríficos e falta de valorização do setor agropecuário pela gestão de Marcos Rocha, que não teria reduzido impostos para que o produto local possa competir com mercados como São Paulo e Goiás.
Os empresários dizem que já fizeram inúmeras tentativas de diálogos com o governo estadual, sem sucesso. Nesta quarta-feira (23), Rocha esteve reunido com a ministra da agricultura Tereza Cristina. A reunião não trouxe alivio para o setor de agronegócios. O governador não anunciou novidades.
“Proteger e ajudar o setor garante emprego, dinheiro na mão e alimento na casa de milhares de famílias rondonienses”, disse o governador. Afirmou ainda que vai se reunir com os pecuaristas nas próxima segunda-feira (28) e que tentará melhorar as exportações do estado para a China.
Como o PAINEL POLÍTICO antecipou, cerca de 100 mil pecuaristas podem sofrer perdas como demissões e fechamento de negócios. Os produtores dizem que estão sofrendo prejuízos com a venda de seus rebanhos.
O valor da arroba do boi não tem sido competitiva com grandes centros como São Paulo e Goiás. O pagamento no estado tem oscilado entre R$ 30, 00 a 60, 00 por arroba. Comparando esse valor com outros estado as perdas calculadas são de cerca de R$ 500,00 por animal. Em um ano os prejuízos em Rondônia em compra e venda de gado são estimados em R$ 2,5 milhões.
As altas cargas tributárias, segundo os produtores estão gerando um represamento em torno de 16 milhões de cabeças de gado, em razão da retenção no volume de abates, pelo fechamento de algumas plantas frigoríficas e pela demora de saída de animais vivos. O estado precisa abater mais de 1,2 milhão de animais para sair do risco de colapso agropecuário.
Os pecuaristas reivindicam que o governo estadual baixe a alíquota para abrir as fronteiras e equilibrar o mercado. Outro ponto é que o Ministério da Agricultura possa habilitar novas plantas de exportação para atender a demanda, considerando que o estado tem apenas uma indústria que pode levar produtos direito para a China.
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