Painel Rondônia

Após dois meses de atraso, Tartarugas-da-Amazônia desovam no Vale do Guaporé e acendem alerta para o futuro da biodiversidade

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O dia amanhece lento no seio do Vale do Guaporé. O sol se abre sobre as águas e o calor começa a desenhar sombras de vida na areia. A natureza, aqui, não se apressa e as tartarugas-da-Amazônia sabem disso. Após semanas de espera, de silêncios e de noites vazias, o ciclo enfim se cumpre: tem início a desova. Não com o espetáculo apressado que o homem espera, mas com o compasso antigo e natural que só o rio entende.

Durante vários dias, a equipe de reportagem da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), a pedido da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, acompanhou o início da temporada de desova no Vale do Guaporé. O cenário que se vê é de alívio, mas também de atenção.

Nas primeiras semanas, as fêmeas começaram a subir em número menor que o esperado, retomando o ciclo reprodutivo depois de mais de dois meses de atraso – especificamente mais de 70 dias, marcando o segundo ano consecutivo de irregularidades, algo inédito em mais de duas décadas. Foi um começo diferente, discreto, quase tímido. Mas foi o sinal de esperança necessário. Pois na semana seguinte, a natureza, enfim, tocou o despertador, levando as tartarugas a finalizarem o ciclo de desova.

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