Bagattoli se consolida como herdeiro do bolsonarismo em Rondônia e pode dar trabalho na disputa ao governo
Via Painel Político

Ele ‘bateu na trave’ em 2018 quando perdeu a vaga ao Senado para Confúcio Moura, mas em 2022 conseguiu ser eleito com 293.396 votos, o equivalente a 35,81% do total em Rondônia, deixando para trás a então favorita, Mariana Carvalho.
Jaime Maximino Bagattoli nascido em Presidente Getúlio, interior de Santa Catarina, é o representante mais ‘puro sangue’ do agronegócio no Estado. Residindo em Vilhena, e com forte identificação com as bandeiras de Jair Bolsonaro, o senador vem se consolidando como herdeiro natural do ex-presidente, já que Marcos Rocha (atual governador) e Marcos Rogério (também senador), e que também se identificam como ‘bolsonaristas’, não tiveram o apoio aberto de Jair nas eleições de 2022, quando disputaram o governo. Diferente de Bagattoli, que além de ter tido o apoio explícito de Jair no pleito, ainda conseguiu o controle do PL, que até então pertencia a Marcos Rogério.
A tomada da legenda, deu a Bagattoli o impulso necessário para ser candidato ao governo em 2026, ou mesmo em eventual eleição fora de época, caso ocorra a cassação de Marcos Rocha por abuso de poder político que deve ser pautada na segunda quinzena de outubro deste pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Bagattoli tem as ferramentas necessárias para atingir esse objetivo, dinheiro, apoio do setor e de grande parte do eleitorado rondoniense, que segue atrelado às bandeiras da direita. Se conseguir uma aliança que garanta um bom vice na chapa, Bagattoli terá um desenho bem alinhado.
O bolsonarismo de Rocha e Rogério definhou, enquanto o de Bagattoli consolidou e saiu mais limpo que os de seus adversários. Ele só precisa pavimentar o caminho, porque a estrada está aberta.
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