Painel Econômico

Banco da Amazônia fez investimento de alto risco em meio a alertas do Banco Central

Banco estatal federal aplicou R$ 40 milhões em títulos sem garantia do Banco Master, mesmo com sinais de alerta do mercado e classificação de risco preocupante

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Em uma série de operações que levantam questionamentos sobre a gestão de recursos públicos, o Banco da Amazônia (Basa) realizou investimentos arriscados de R$ 40 milhões em letras financeiras do Banco Master durante 2024, mesmo quando a instituição já estava sob escrutínio do Banco Central devido a suas práticas agressivas de captação.

Cronologia das operações controversas

Pontos críticos do caso

  1. As letras financeiras adquiridas não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

  2. O Banco Master possuía classificação de risco BBB pela Fitch, considerada inferior para investimentos de um banco estatal

  3. A operação foi realizada em um momento em que o Master já estava sob observação do mercado por suas práticas de captação

Contexto político

O presidente do Basa, Luiz Moreira Lessa, foi indicado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), estabelecendo uma conexão política direta com a gestão da instituição. A situação torna-se ainda mais delicada considerando que o Banco Master está em processo de negociação com o BRB (Banco Regional de Brasília), deixando incertezas sobre quem assumirá a responsabilidade pelos títulos adquiridos pelo Basa.

Impacto no sistema financeiro

O caso do Basa não é isolado. Outros casos similares emergiram, como a tentativa frustrada de venda de R$ 500 milhões em letras financeiras para a Caixa, que foi impedida após parecer técnico - resultando no posterior afastamento dos funcionários que alertaram sobre os riscos.

Posicionamento oficial

Em nota, o Banco da Amazônia defendeu as operações, afirmando que "o processo de aprovação seguiu todas as políticas e normas do Banco da Amazônia e está alinhada com o Plano de Aplicação dos recursos da Tesouraria". A instituição também ressaltou que possui uma carteira total de R$ 1,7 bilhão em títulos privados.

As informações são do Estadão.


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