Bancos exigem que Ambipar desista de foro no RJ para negociar — e levantam debate institucional sobre segurança jurídica
Bradesco, Itaú e Santander condicionam acordo com Tércio Borlenghi Júnior à renúncia à “manobra jurídica” que levou disputa à Justiça fluminense — argumento dos credores envolve impacto para o mercado

Os principais credores da Ambipar — com destaque para Bradesco, Itaú e Santander — apresentaram uma exigência pouco usual para negociar com o controlador Tércio Borlenghi Júnior e evitar a recuperação judicial: que ele renuncie expressamente ao uso do foro do Rio de Janeiro nas ações relacionadas à empresa.
Para essas instituições, o caso transcende Ambipar e configura uma questão institucional de peso. Como um interlocutor que representa esse grupo de bancos definiu, trata-se de uma “manobra jurídica chicana escandalosa”, com personagens conhecidos, que atinge “diretamente a segurança jurídica no Brasil”, e os bancos não podem “compactuar com ela”.
Até então, a sede da Ambipar sempre esteve em São Paulo. Mas em setembro, os advogados da companhia optaram por ajuizar disputas junto à Justiça fluminense, estratégia que despertou forte reação dos credores.
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