99% dos gastos do cartão corporativo de Lula são sigilosos: TCU aponta R$ 1,4 bilhão sem transparência
O TCU revelou que 99,55% das despesas da Presidência com cartão corporativo estão classificadas como sigilosas no governo Lula. Só em 3 anos, foram R$ 1,4 bilhão gastos sem identificação

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em 16 de julho de 2025, um relatório de monitoramento que escancarou uma realidade preocupante para o controle das finanças públicas federais: mais de 99% das despesas realizadas pela Presidência da República com o Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF) estão classificadas como sigilosas no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dado integra um cenário mais amplo: só em 2025, o governo federal gastou mais de R$ 423 milhões por meio desse instrumento de pagamento.
Os números foram levantados a partir de registros oficiais e amplamente noticiados pela revista Veja e por outros veículos de imprensa de referência nacional. Segundo os dados disponíveis, os maiores beneficiários identificados nas despesas não sigilosas do cartão corporativo em 2025 foram empresas de meios de pagamento, estabelecimentos de materiais de construção e o aplicativo de entrega de refeições iFood. Sobre os demais gastos — a esmagadora maioria —, simplesmente não há detalhamento público disponível.
O cenário em números
A trajetória dos gastos federais com cartão corporativo no atual mandato revela uma conta vultosa. Em 2023, primeiro ano de Lula no Palácio do Planalto neste ciclo de governo, as despesas somaram R$ 430 milhões. Em 2024, o valor escalou para R$ 584 milhões — o pico do período. Em 2025, a cifra recuou para R$ 423 milhões, ainda assim superior ao orçamento anual de muitos municípios brasileiros. Somados os três anos, o total já ultrapassa R$ 1,4 bilhão.
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