Painel Econômico

Caso Master: CEO do Itaú alerta que custo de R$ 50 bilhões impactará juros e empréstimos

A quebra do conglomerado de Daniel Vorcaro expõe fragilidades regulatórias e obriga bancos a anteciparem R$ 30 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para recompor o sistema

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Milton Maluhy, CEO do Itaú, durante o tradicional Almoço Anual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), ao fim de 2025. - Rafaela Araújo - 24.nov.2025 /Folhapress

O cenário financeiro brasileiro enfrenta um momento de profunda reavaliação após o colapso do Banco Master. Nesta quinta-feira (5), o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, trouxe a público uma análise contundente sobre as repercussões desse evento, afirmando que a conta bilionária “desaparece” momentaneamente, mas será inevitavelmente repassada à sociedade por meio de custos mais elevados em instrumentos financeiros.

Impacto de R$ 50 bilhões e o papel do FGC

Os dados revelam uma crise de proporções sistêmicas: os custos estimados da quebra do Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro, já superam a marca de R$ 50 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 46,9 bilhões referem-se a recursos que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ressarcir aos clientes.

O detalhamento dos valores aponta que R$ 40,6 bilhões são oriundos do Master e outros bancos do grupo, enquanto R$ 6,3 bilhões pertencem ao Will Bank — cujos correntistas ainda aguardam o ressarcimento.

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