Poder & Bastidores

CEO da Ambipar recorre três vezes sem sucesso por vista completa em investigação da CVM

Entenda os detalhes da decisão da autarquia que manteve acesso parcial aos autos em investigação sobre possível manipulação de ações, envolvendo o fundador da empresa e fundos ligados ao Banco Master

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou, por unanimidade em sua diretoria, os recursos apresentados pela Ambipar e por investigados, incluindo o fundador e CEO Tércio Borlenghi Júnior, para obter acesso integral aos autos de um inquérito administrativo instaurado em 14 de maio. A investigação apura indícios de manipulação de preços das ações da Ambipar (AMBP3), com possível envolvimento do próprio empresário e de fundos associados ao conglomerado do Banco Master.

O pedido de acesso total foi protocolado pela Ambipar em 14 de novembro, poucos dias após intimações para prestação de esclarecimentos, agendadas para dezembro no escritório da CVM em São Paulo. A Superintendência de Processos Sancionadores (SPS) concedeu vista parcial aos documentos, preservando o sigilo de peças consideradas sensíveis para a continuidade das diligências.

Os recorrentes argumentaram pela liberação de “acesso a todos os documentos já incorporados (…), limitando-se eventual sigilo apenas a peças diretamente relacionadas a diligências em curso ou programadas, desde que haja motivação concreta e individualizada”, conforme registrado em ata oficial de reunião do colegiado da CVM. Eles condicionaram a realização dos depoimentos à abertura integral dos autos.

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