Poder & Bastidores

Charlie Kirk: o ativista conservador que moldou a direita americana e morreu em um atentado político

Do Campus à Casa Branca: A ascensão de um guerreiro da cultura e sua queda trágica

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Charles James Kirk, conhecido como Charlie Kirk, nasceu em 14 de outubro de 1993, em Arlington Heights, subúrbio de Chicago, Illinois. Filho de Robert Kirk, arquiteto e doador republicano, e Kimberly Kirk, conselheira de saúde mental, cresceu em um ambiente conservador influenciado pelo Tea Party.

Ainda adolescente, Kirk se envolveu na política, voluntariando-se para o senador republicano Mark Kirk (sem parentesco) e criticando o que via como viés liberal nos livros didáticos de sua escola. Aos 18 anos, abandonou o Harper College para se dedicar ao ativismo, inspirado pelo empresário Bill Montgomery, do Tea Party. Juntos, fundaram a Turning Point USA (TPUSA) em 2012, uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover princípios conservadores em campi universitários, com foco em mercados livres, governo limitado e valores tradicionais.

Sob a liderança de Kirk como fundador, presidente e principal arrecadador de fundos, a TPUSA cresceu exponencialmente. Com presença em mais de 3.500 escolas secundárias e universidades nos EUA, a entidade contava com mais de 250 mil membros estudantis e 450 funcionários em 2024. Financiada por doadores conservadores como Foster Friess, Bernard Marcus (cofundador da Home Depot) e Richard Uihlein, a organização se tornou uma potência midiática, organizando conferências como o AmericaFest, que atraiu 21 mil participantes em 2024, com palestrantes como Donald Trump Jr. e Tucker Carlson.

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