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CNJ afasta desembargador do TJMT por suspeita de venda de sentenças e movimentação de R$ 14,6 milhões

Decisão do CNJ fundamenta-se em variação patrimonial milionária e possíveis ligações com rede de influência no Judiciário mato-grossense, visando preservar a integridade das instituições públicas

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O cenário jurídico e político de Mato Grosso sofreu um novo abalo nesta segunda-feira, 2 de março de 2026. O Corregedor Nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou o afastamento imediato do desembargador Dirceu dos Santos de suas funções no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A medida cautelar baseia-se em graves indícios de venda de sentenças e evolução patrimonial incompatível com os subsídios da magistratura.

Inconsistências financeiras e patrimoniais

De acordo com os dados levantados pela Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), o magistrado teria movimentado um montante superior a R$ 14.618.546,99 em bens nos últimos cinco anos. A investigação aponta que houve uma “intensa variação patrimonial a descoberto” — ou seja, sem origem lícita comprovada — especialmente entre os anos de 2021 e 2023.

Apenas no exercício de 2023, o CNJ identificou uma disparidade de R$ 1.913.478,48 entre o aumento do patrimônio do desembargador e seus rendimentos oficiais.

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