CNJ intima cinco Tribunais a explicarem depósitos de até R$ 30 bilhões no BRB, alvo de inquérito da Polícia Federal
Com a PF investigando gestão temerária no BRB e auditoria interna apontando irregularidades, o corregedor aciona cinco cortes estaduais para que prestem contas sobre recursos que podem somar R$ 30 bi

Por Painel Político | 20 de fevereiro de 2026
O ministro Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), emitiu intimação formal aos tribunais de Justiça do Maranhão, da Bahia, da Paraíba, de Alagoas e do Distrito Federal, determinando que, no prazo de quinze dias, prestem esclarecimentos sobre depósitos judiciais que podem somar até R$ 30 bilhões mantidos no Banco Regional de Brasília (BRB). A instituição financeira está no centro de uma investigação da Polícia Federal (PF), que abriu inquérito para apurar possível gestão temerária no banco, após tentativa de compra de operações do Banco Master em 2025 — operação que incluiria carteiras de crédito consideradas falsas. Uma auditoria interna do próprio BRB encontrou indícios de irregularidades na administração anterior da instituição.
“Prestem as informações que entenderem pertinentes”, ordenou o ministro Campbell em ofício enviado às cinco cortes estaduais. A determinação atende a um Pedido de Providências protocolado na Corregedoria pelo advogado Alex Ferreira Borralho, que atua em São Luís e inicialmente questionou a transferência de R$ 2,8 bilhões do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para o BRB. O corregedor quer saber quem propôs as operações, quem as operacionalizou, o que motivou as transferências e quais garantias foram oferecidas aos tribunais. A denúncia aponta “movimentações atípicas” relacionadas à gestão dos depósitos judiciais mantidos junto ao BRB — recursos que, até então, estavam custodiados pelo Banco do Brasil.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.