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Coaf aponta R$ 18 milhões do Master e JBS a consultoria que pagou filho de ministro do STF

Relatórios de inteligência financeira revelam movimentações que ligam Banco Master, JBS e escritório do filho de Kássio Nunes Marques; caso reacende debate sobre transparência e conflito de interesses

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📌 Em resumo

• Relatório do Coaf aponta repasses de R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS à Consult Inteligência Tributária, com incompatibilidade entre faturamento declarado e valores movimentados

• Dentre os pagamentos realizados pela consultoria, R$ 281,6 mil foram transferidos ao escritório do advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do STF Kássio Nunes Marques

• Registros em aparelho apreendido da PF indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro possuía contato do ministro salvo como “Min Kassio Nunes”; diálogos são descritos como “superficiais” por fontes com acesso ao material

Por que isso importa: A apuração envolve fluxos financeiros sob escrutínio de órgãos de controle, atuação de escritórios ligados a familiares de autoridade do Supremo e eventuais implicações ético-institucionais — temas sensíveis para a credibilidade do sistema de Justiça brasileiro.


Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, identificaram repasses totaling R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS à empresa Consult Inteligência Tributária entre agosto de 2024 e julho de 2025. arte desses recursos foi repassada ao escritório do advogado Kevin de Carvalho Marques, 25 anos, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques. A revelação, publicada pelo Estadão nesta quinta-feira (19/3), acende alertas sobre compatibilidade financeira e fluxos de recursos em setor sob investigação federal.

🔍 O que dizem os documentos do Coaf

Segundo os relatórios analisados, o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, transferiu R$ 6,6 milhões à Consult Inteligência Tributária. A JBS, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, repassou outros R$ 11,3 milhões. No mesmo período, a consultoria declarou faturamento de apenas R$ 25,5 mil — valor incompatível com o volume movimentado, conforme classificação do próprio Coaf.

Os valores levaram o Coaf a classificar as transações como 'incompatíveis com a capacidade financeira' da empresa, indicando que alguns dos valores podem ter origem não formal." — Relatório do Coaf, conforme apurado pelo Estadão.

Dentre os pagamentos realizados pela consultoria, o órgão identificou, por amostragem, 11 transferências que totalizam R$ 281.630 ao escritório individual de Kevin de Carvalho Marques. Segundo registros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Kevin é o único responsável pela banca.

As defesas e os posicionamentos oficiais

Em nota ao Estadão, o escritório de Kevin de Carvalho Marques afirmou que os pagamentos são lícitos e decorrentes do exercício regular da advocacia, com atuação voltada ao “fisco administrativo”. A nota reforça que o advogado "nunca defendeu nenhum caso" no Supremo Tribunal Federal e rechaça "tentativas de criminalização da advocacia e de interferência no sigilo profissional".

A Consult Inteligência Tributária declarou que prestou "serviços de auditoria e consultoria tributária, bem como de desenvolvimento e implantação de sistemas destinados à execução e ao processamento de dados para fins de auditoria tributária" para os grupos Master e JBS. A empresa, fundada em 2022 por Francisco Craveiro de Carvalho Junior, contador natural de Teresina (PI) — mesma cidade natal do ministro Nunes Marques —, informou ainda que passou por "processo de reorganização societária" no período analisado.

Procurados, o Banco Master e o ministro Kássio Nunes Marques não comentaram os repasses. A JBS afirmou que, "como toda grande empresa brasileira que lida com a complexidade do sistema tributário nacional", contrata consultores especializados para apoiar sua atuação na área.

Conexões adicionais: Vorcaro e o STF

Além dos fluxos financeiros, o Estadão reportou que o aparelho celular de Daniel Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal, continha o contato de Kássio Nunes Marques salvo como “Min Kassio Nunes”, registrado em junho de 2024. O número corresponde efetivamente ao celular usado pelo ministro.

“De acordo com fontes com acesso às informações, esses diálogos tinham teor ‘superficial’ e mostram que o ministro e Vorcaro se conheciam e já se encontraram. As conversas, segundo essas fontes, não indicavam uma intimidade nem suspeitas de irregularidades na relação entre eles.” — Fontes ao Estadão

Em nota, Nunes Marques afirmou que "não possui relação de proximidade com o senhor Daniel Vorcaro e não se recorda de troca de mensagens".

Recorte regional: por que Rondônia deve acompanhar

Embora os fatos centrais ocorram em Brasília e envolvam instituições nacionais, o caso tem repercussão direta para leitores de Rondônia por três razões:

  1. Conexão geográfica: O ministro Kássio Nunes Marques possui raízes no Norte do país e foi indicado ao STF em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, após atuar como desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que inclui Rondônia em sua jurisdição

    Impacto institucional: Decisões do STF sobre casos como o do Banco Master afetam diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica e a fiscalização de recursos públicos em todos os estados, incluindo RO.

  2. Transparência e controle social: Casos que envolvem fluxos financeiros sob escrutínio do Coaf reforçam a importância do acompanhamento jornalístico local sobre temas nacionais — especialmente quando há conexões com autoridades que julgam matérias de interesse regional.

🔗 Antecedentes relevantes

💬 Frase em destaque: “Os valores levaram o Coaf a classificar as transações como ‘incompatíveis com a capacidade financeira’ da empresa.”

Cronologia resumida dos fatos:

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Casos que envolvem fluxos financeiros de grande volume, órgãos de controle e familiares de autoridades do Judiciário exigem apuração rigorosa, transparência nas respostas institucionais e acompanhamento contínuo da imprensa. Mais do que identificar irregularidades — se confirmadas —, a sociedade ganha quando mecanismos de fiscalização funcionam e quando agentes públicos se submetem ao escrutínio democrático.

Fica a pergunta estratégica: em um ambiente de crescente complexidade nas relações entre setor privado, consultorias e poder público, quais instrumentos adicionais de transparência poderiam fortalecer a confiança nas instituições?


🔎 Verificação e fontes


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