Análise & Opinião

Coluna - Brinquedos quebrados no Parque Circuito mostram que falta educação, não gestão

Enquanto a prefeitura ainda comemorava a inauguração, usuários depredaram brinquedos e o espaço pet — e Hildon Chaves coloca avião à venda, Mosquini mira o Senado em 2030 e o PL fica isolado

Coluna - Brinquedos quebrados no Parque Circuito mostram que falta educação, não gestão
📷 Painel Político
📋 Em resumo ▾
  • Parque Circuito, inaugurado em 24/10 com 15 mil visitantes, já tem brinquedos depredados seis dias depois
  • Movimentos para a prefeitura de Porto Velho em 2028 se desenham em torno do isolamento do PL no Congresso
  • Lúcio Mosquini deve ser o candidato ao Senado do grupo em 2030; Confúcio Moura é cotado para ministério
  • Hildon Chaves negocia a venda de seu avião particular
  • Depoimento de Paulo Henrique Costa à PF cita Ibaneis Rocha no caso Master/BRB
  • Por que isso importa: a nota conecta o dia a dia da capital (zeladoria, saúde, segurança) aos realinhamentos de poder que vão definir as eleições municipais de 2028 e a disputa estadual de 2030.
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Má educação

Léo Moraes (prefeito de Porto Velho) ainda comemorava a inauguração do novo Parque Circuito quando usuários já depredavam o patrimônio público: brinquedos do parquinho infantil e o espaço para pets foram danificados. Depois tem gente reclamando que “paga imposto demais” — mas o dinheiro dos impostos serve exatamente para o bem-estar social. Está na hora de a prefeitura instalar câmeras com reconhecimento facial e cobrar dos vândalos os prejuízos.

Agora sério

Um brinquedo recém-instalado já está depredado, deixando frustradas centenas de crianças que adorariam estar brincando.

Na abertura do parque, cerca de 15 mil pessoas estiveram presentes, segundo a prefeitura. A inauguração foi no dia 24; hoje é 30, e os vândalos já agiram.

Ainda prefeitura

Passadas as eleições gerais, já começam os movimentos para 2028, ano do pleito municipal, e há quem já mire a prefeitura da capital. A vereadora Sophia Andrade (eleita deputada federal) é uma das que sonham com a cadeira; negou a pretensão, mas a tendência é o PL lançar candidatura própria — reflexo da reeleição de Lula e dos movimentos no Congresso para isolar o partido. O Centrão mais uma vez terá a bola do jogo, e isso deve reverberar nas eleições municipais.

Explico

O bloco de direita eleito por Rondônia sonhava com a vitória de Flávio Bolsonaro e, com ela, o controle das duas Casas. Com a fuga de Flávio, o Congresso deve reeleger Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara). O cenário para 2027 inclui o isolamento do PL e o cerco aos parlamentares mais novos e inexperientes sobre o funcionamento do Congresso — discursos raivosos tendem a gerar reprimendas e até comissão de ética.

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Portanto / Já para 2030

Com menos espaço em Brasília e a distância da base, a tendência é que lideranças busquem a segurança de uma prefeitura. Marcos Rogério (principal liderança do PL no estado) foi eleito em primeiro turno, e as demais lideranças devem seguir o movimento. Para o Senado em 2030, o nome do grupo deve ser o deputado Lúcio Mosquini, que teve votação expressiva nestas eleições e assumiu a coordenação da transição de governo.

505

É o número de policiais militares cedidos a outros órgãos da administração estadual em Rondônia, revelado por Mosquini. A corporação conta hoje com 4.636 policiais — o ideal seriam 8.364 — e os cedidos representam 10,89% do efetivo, em um estado onde a segurança pública é queixa recorrente da população. A nova gestão pretende revisar essas cedências.

Demanda

O Hospital Universitário de Porto Velho, que ampliou a oferta de serviços especializados na rede pública, registrou 2.397 atendimentos entre 28 de setembro e 24 de outubro — seu primeiro mês de funcionamento.

Será?

O senador Confúcio Moura, que não concorreu à reeleição, é um dos nomes fortes do governo Lula IV para um ministério ainda sem definição. Moura defendeu abertamente a reeleição de Lula e optou por não ser candidato; com a vitória, a chance de indicação aumentou. Seria a ponte que Marcos Rogério precisa no Planalto. A conferir.

À venda

O ex-prefeito Hildon Chaves colocou à venda seu avião particular. Um grupo de empresários negocia adquiri-lo em modo compartilhado. “A oferta de aeronaves é grande, e tem diversos modelos disponíveis em todo o país. Estamos avaliando para ver se a gente chega a um consenso; pode ser que a gente feche o negócio, mas depende das negociações”, disse um integrante do grupo, sem se identificar.

Era o Tarcísio

O PL errou ao escolher Flávio Bolsonaro como candidato à presidência. Entre apoiadores da direita, é quase unânime que o melhor nome seria Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo), capaz de agregar indecisos e antilulistas. Com a fuga de Flávio, ele já se projeta para 2030. O destino de Jair Bolsonaro, caso obtenha a liberdade, deve ser o mesmo dos filhos: Miami.

Virou chacota

A fuga de Flávio e sua autodeclaração de “líder do Brasil” alimentou comediantes no Brasil e no mundo — por aqui, com destaque para Bruna Louise.

No centro

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou em depoimento à Polícia Federal que, durante um jantar na casa de Daniel Vorcaro, o então governador do DF Ibaneis Rocha teria determinado uma operação para a venda do BRB ao Banco Master — segundo o relato do depoente, ainda não confirmado por outras fontes. Trata-se, até aqui, de uma alegação de terceiro, não de um fato estabelecido: Ibaneis não foi indiciado nem denunciado neste episódio. A Polícia Federal deve cumprir buscas e apreensões em desdobramento do caso.

Contatos com a coluna: alan.alex@painelpolitico.com

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