COLUNA - Se Camargo entrar na disputa atrapalha diretamente Marcos Rogério e Netto prejudica Fúria; entenda
A Tecnogame de Léo Moraes pode render dores de cabeça no futuro; Gedeão mostra que tem CPF próprio e mostra pegada muito diferente de seu irmão; DIOF trás alívio temporário a pecuaristas
Atrapalhando
A chegada de dois players no cenário eleitoral em Rondônia vai ter desdobramentos complexos nas eleições. E pode até resultar em um ‘zebrão’ no segundo turno. Estou falando de Expedito Netto (PT) e Delegado Camargo (Podemos). A legenda de Léo Moraes ainda ensaiou uma jogada lançando o prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro, mas não deu muito certo. Não empolgou a militância nem o eleitorado. Sobrou para Camargo ‘balançar a árvore’, e deu certo, ao menos à princípio. Magoado, o prefeito de Vilhena alardeou que poderia migrar para o União Brasil, de Maurício Carvalho, mas também não convenceu.
Zebras
A entrada de Camargo, caso se concretize, atrapalha, e muito, os planos de Marcos Rogério (PL) que deve lançar sua pré-candidatura no próximo dia 14, em Ji-Paraná com a presença do pré-presidenciável Flávio Bolsonaro. E é ai que reside o problema. Camargo é ‘direita raiz’ e tem uma conexão forte com essa fatia do eleitorado regional, que também simpatiza (e vota) em Marcos Rogério. Isso leva a pulverização, favorecendo diretamente Expedito Netto, que por sua vez, atrapalha Adaílton Fúria, prefeito de Cacoal e pré-candidato do PSD ao governo.
E piora
Fúria, sem Netto no páreo, seria um candidato, digamos, palatável para a fatia de eleitores de centro-esquerda e até alguns mais à esquerda. Com Netto, o jogo muda. Cacifado diretamente pelo PT, ele se coloca como candidato de esquerda, e vai vestir a camisa de Lula e dos setores mais progressistas, enquanto a direita vai pra divisão. Onde isso vai parar, ainda é cedo para fazer previsões, mas se nada mudar, teremos uma eleição bem polarizada, tal qual se repete no restante do país.
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