Coluna - União de Militares questiona viagem de bombeiros de Rondônia à Suíça, "qual o real ganho para a população?"
Maurício Carvalho assume presidência da Comissão de Educação; Mosquini quer brigada nacional contra desastres; Marcos Rocha nos Estados Unidos e o mandato de Lebrão na UTI

Viajando (sob sigilo)
O governador Marcos Rocha está nos Estados Unidos. Os motivos da viagem, duração e quem o acompanha, são classificados como ‘informação restrita'. O mesmo vale para viagens do vice-governador, Sérgio Gonçalves. Os motivos desse sigilo a respeito das viagens, despesas e comitivas, são um mistério…

Na presidência
Maurício Carvalho foi eleito na tarde desta quarta-feira, presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados com 26 votos a favor e duas abstenções. O deputado afirmou que “A educação não é apenas um tema, é a base de tudo. Vamos trabalhar para fortalecer as políticas públicas e garantir que elas cheguem a quem mais precisa". Quem estava acompanhando o deputado era sua irmã, Mariana Carvalho que está em Brasília esta semana.
Na Suíça
Uma comitiva composta por três oficiais do Corpo de Bombeiros de Rondônia vai estar em Genebra (Suíça) entre os dias 22 a 30 deste mês, com a finalidade de participar da XI Semana de Redes e Parcerias Humanitárias (HNPW 2025). O grande problema não é a ida da comitiva, mas sim os integrantes. A União dos Militares do Estado de Rondônia (UMIRPMCBMRO) se pronunciou em rede social, afirmando que os militares que compõe a comitiva são a esposa do comandante geral do Corpo de Bombeiros, a namorada do chefe de gabinete do comandante e o corregedor, e que o coordenador de Defesa Civil, principal responsável pelo tema, não foi incluído na viagem. Veja a denúncia abaixo:
Ofício
A entidade afirma que vai oficiar a secretaria de Segurança e Defesa, além do Ministério Público e Tribunal de Contas para saber quais os critérios objetivos dessa viagem, e de que forma ela ‘colabora com a população do Estado'. Ainda segundo a UMIR, outras viagens foram autorizadas no passado recente, sem critérios estabelecidos.
A bem da verdade
Essas viagens resultam em pouco ou quase nada de efeitos positivos para a população, mas são excelentes para os currículos dos viajantes. Não é de hoje que elas são temas. de polêmicas e controvérsias. O problema é que, de fato, os critérios precisam ser mais claros, principalmente em relação as comitivas.
Em Brasília
O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Alex Redano está em Brasília para tratar de uma série de assuntos referentes ao Estado. Bem humorado, ele disse que ‘o bate e volta’ é ‘pesado', mas sua presença era necessária. Na tarde desta quarta-feira ele esteve no Congresso visitando parlamentares da bancada federal.

Engarrafado
Mais de 1.200. carretas estão paradas próximo a Porto Velho para desrregar grãos nos portos da capital. A demora não se deve a proibição de caminhões trafegarem na Avenida Jorge Teixeira em horários de pico, mas sim por conta do aumento da safra e da seletividade da Amaggi, que tem priorizado os caminhões de sua própria frota, relegando os produtores independentes a filas separadas, o que amplia o tempo de espera e os custos operacionais. A empresa opera dois portos na cidade.
Alguns links importantes desta quarta-feira…
Falta infraestrutura
E o problema só tende a piorar, se não forem feitas obras de infraestrutura, já que a produção só aumenta na região Norte. Este ano a safra teve um aumento de 15% em relação ao ano passado. Já. Rondônia deve atingir 2,4 milhões de toneladas nesta safra, um crescimento de 7,1% em relação ao ciclo anterior. O porto de Porto Velho tem capacidade diária de embarque de 10 mil toneladas, equivalente a cerca de 200 caminhões, mas a demanda atual supera esse limite. A produtividade média no estado deve saltar de 54 para até 62 sacas por hectare, impulsionada por condições climáticas favoráveis após o início tardio. “O Brasil é líder na produção de soja, mas a logística ainda é um calcanhar de Aquiles,” disse Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro.

Brigada Nacional
Projeto do deputado federal Lúcio Mosquini cria Brigada de Mobilização Nacional, formada por integrantes do Corpo de Bombeiros dos estados e do Distrito Federal, para atuar na prevenção e no controle de desastres naturais e de outras emergências em todo o território brasileiro. A Câmara dos Deputados analisa a proposta. A brigada será formada por, pelo menos, mil integrantes, que deverão passar por treinamentos específicos e estar preparados para atuar imediatamente em operações. O acionamento da brigada será feito por ato conjunto dos ministros da Integração e Desenvolvimento Regional; do Meio Ambiente e Mudança do Clima; e da Justiça e Segurança Pública. Mosquini ressalta que as mudanças climáticas decorrentes de ações humanas têm provocado cada vez mais casos de enchentes, secas prolongadas, incêndios florestais e outros desastres naturais que acabam impactando a economia, destruindo cidades e arrasando biomas. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Candidatíssimo
Nesta quarta-feira, em entrevista ao jornalista Robson Oliveira, Mosquini confirmou sua saída do MDB e disse que é candidato ao governo em 2026, porém, ele condicionou sua eventual candidatura à formação prévia de um grupo político sólido com perfil de centro-direita. Mosquini enfatizou sua disposição ao afirmar: “Tenho esse desejo no coração, sinto-me preparado e com muita vontade de trabalhar por Rondônia 25 horas por dia”. Em novembro do ano passado, PAINEL POLÍTICO antecipou as intenções do parlamentar, que ele confirmou na entrevista.

Na UTI
O mandato de Lebrão já foi para o espaço. O que se busca agora é ganhar um pouco mais de tempo. A Câmara dos Deputados pediu uma dilatação do prazo (que segundo o STF seria imediato) para cumprir a decisão do Supremo, e ganhou uns dias por conta da. publicação do trânsito em julgado e recontagem de votos que deve ser feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que deve ocorrer em no máximo 60 dias. Cabem embargos, mas são meramente protelatórios, é querer adiar o inevitável. Rafael é o Fera está com terno novo, esperando chegar a posse.
Criptoativos
Ainda sem data definida, o Senado vai promover uma audiência pública para discutir um projeto de lei que busca atualizar a legislação do mercado de criptoativos. O PL 2.681/2022, de autoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), trata da emissão, intermediação, custódia e liquidação de ativos virtuais pelas prestadoras de serviços do setor. Foram convidados para o debate, o Banco Central do Brasil (BCB); Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto); e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Vai doer no bolso
A Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) aprovou um projeto de lei que prevê que quem pratica estupro ou violência doméstica e familiar contra a mulher perca bens e valores de sua propriedade. O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). De acordo com a norma, os condenados por estupro e os que cometem crimes com violência doméstica e familiar contra a mulher podem ser punidos com a pena privativa de liberdade e também com a perda de bens e valores de propriedade equivalentes a no mínimo R$ 500 e no máximo R$ 100 mil. O texto determina que os valores arrecadados serão revertidos à vítima, aos seus descendentes ou a entidade pública ou privada destinada ao acolhimento ou amparo de mulheres vítimas de violência.
Apenas 1 em cada 10 tratamentos não cirúrgicos para dor lombar são eficazes
Uma recente revisão sobre tratamentos para dor lombar revelou que apenas uma pequena parcela dos tratamentos não cirúrgicos demonstra eficácia comprovada. Para dor lombar aguda, somente os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) mostraram resultados positivos com evidência de certeza moderada. Já para dor lombar crônica, cinco tratamentos se destacaram com evidência moderada de eficácia: exercícios, terapia manipulativa espinhal, bandagem, antidepressivos e agonistas TRPV1. O estudo, publicado no BMJ Evidence-Based Medicine e liderado pelo Dr. Aidan G Cashin, também identificou que anestésicos e antibióticos não são eficazes para dor lombar crônica. Uma limitação importante da pesquisa é que apenas 16% das comparações de tratamento apresentaram evidência de certeza moderada, com a maioria dos resultados permanecendo inconclusivos devido a amostras pequenas, imprecisão ou evidências de baixa qualidade. Estes achados estão alinhados com diretrizes clínicas anteriores e contribuem para o debate sobre futuros ensaios controlados por placebo para dor lombar.