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Coparticipação abusiva em planos de saúde é barreira para tratamento de crianças com TEA

Por José dos Santos Santana Jr.*

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Quando uma família recebe o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), a prioridade passa a ser garantir tratamento adequado, contínuo e eficaz. Nesse momento, o plano de saúde deveria representar segurança e suporte. No entanto, muitas famílias têm enfrentado um problema cada vez mais frequente: cobranças de coparticipação em níveis tão elevados que acabam inviabilizando terapias essenciais, especialmente aquelas de caráter intensivo, como a metodologia ABA.

A coparticipação, em si, é permitida pela legislação e pode cumprir função moderadora no uso do serviço. O problema surge quando os valores deixam de ser razoáveis e passam a se transformar em obstáculo real ao tratamento. Em diversos casos, o total pago em coparticipações ultrapassa a própria mensalidade do plano, o que descaracteriza completamente a lógica do sistema e transfere à família um custo que o contrato deveria ajudar a suportar.

Nos casos de autismo, o tratamento não é eventual. Trata-se de um tratamento contínuo e estruturado a longo prazo. A terapia exige frequência elevada e acompanhamento especializado permanente. Quando as cobranças se acumulam a ponto de impedir a regularidade das sessões, o prejuízo não é apenas financeiro. A interrupção ou redução do tratamento pode provocar retrocessos significativos no desenvolvimento da criança, comprometendo avanços conquistados ao longo de meses ou anos.

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