Corrupção no TJMS: PF aponta que Desembargadores afastados venderam sentença contra Banco do Brasil
Banco do Brasil é condenado a pagar R$ 178 milhões em honorários advocatícios, enquanto investigação da Polícia Federal revela ligações suspeitas entre magistrados e advogados

A Polícia Federal (PF) está investigando um esquema de corrupção no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que envolve desembargadores afastados e a condenação do Banco do Brasil a pagar R178 milhões em honorários advocatícios.
O caso remonta a um processo de execução extrajudicial iniciado em 1991, que foi arquivado em 2018 sem condenação. da. parte adversa. Em 2020, após o término da execução, os advogados da parte cobrada pelo banco entraram com uma nova ação exigindo o pagamento dos honorários, inicialmente estimados em R$ 178 milhões em honorários advocatícios. O caso remonta a um processo de execução R$ 126 bilhões, mas que foram reduzidos para R$ 178 milhões após o Banco do Brasil solicitar um novo cálculo.
Em 2023, o banco recorreu da decisão, mas sua ação rescisória foi julgada improcedente por unanimidade pelo TJMS, mantendo a condenação. O relator do processo, desembargador Divoncir Schreiner Maran, e o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, ambos afastados por suspeitas de envolvimento no esquema, estão sob investigação. Maran foi recentemente aposentado, enquanto Rodrigues está monitorado por tornozeleira eletrônica.
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