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CPI do Crime Organizado convoca Paulo Guedes, Campos Neto e dono do Banco Master

Comissão investiga esquemas que somam até R$ 50 bilhões; convocações de Paulo Guedes e Campos Neto miram suposta desregulação do sistema financeiro que teria favorecido crimes de colarinho branco

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© Saulo Cruz/Agência Senado

Nesta quarta-feira (25), a CPI do Crime Organizado no Senado Federal aprovou uma série de requerimentos que elevam a temperatura das investigações sobre crimes financeiros no Brasil. Entre as decisões mais impactantes estão as convocações do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e do ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

Diferente do convite, a convocação impõe a obrigatoriedade do comparecimento. Caso os citados não se apresentem, a Comissão pode solicitar a condução coercitiva. O foco central desta fase é apurar fraudes estimadas entre R$ 17 bilhões e R$ 50 bilhões, além de possíveis omissões ou facilitação normativa durante a gestão anterior.

Quebra de sigilos e o “andar de cima”

Além das convocações, a CPI determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e de sócios de Daniel Vorcaro. A medida estende-se à Reag Investimentos, empresa que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano sob suspeita de envolvimento nas irregularidades.

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