Radar do Judiciário

CPI do Crime Organizado: Mansur afirma que Reag "nunca foi empresa de fachada" e critica "penalização por ser independente"

Em oitiva marcada por tensão, empresário nega ligações com facção e esquema do Banco Master; comissão aprova novas quebras de sigilo para investigar braço financeiro do crime na Faria Lima

Compartilhar: WhatsApp X LinkedIn

João Carlos Falbo Mansur, fundador e ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, compareceu nesta quarta-feira (11) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado Federal para prestar esclarecimentos sobre investigações que envolvem a gestora de ativos em supostos esquemas de fraude e lavagem de dinheiro.

Em depoimento que durou menos de uma hora, o empresário negou categoricamente qualquer associação entre a Reag e o Primeiro Comando da Capital (PCC). "Não temos nenhuma ligação [com o PCC], como o nosso advogado acabou de colocar. No procedimento da Carbono Oculto [da Polícia Federal (PF)], em 15 mil páginas, não existe nenhuma menção à associação com o PCC ou com o crime organizado", afirmou Mansur.

Contexto das investigações

A Reag Investimentos, que administrava cerca de 700 fundos com patrimônio total estimado em R$ 300 bilhões, foi liquidada pelo Banco Central (BC) em janeiro de 2026 por supostas violações graves às normas do Sistema Financeiro Nacional. A medida tornou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores da instituição, como prevê a legislação para impedir a dilapidação patrimonial.

Continue lendo

Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.

Assinar agora — R$19,90/mêsJá sou assinante — Entrar