CPMI do INSS avança com 51 quebras de sigilo e pedidos de prisão contra cúpula de associações
Comissão intensifica cerco a esquema de descontos indevidos em aposentadorias, atingindo familiares de ex-diretores, técnicos do órgão e empresas envolvidas em movimentações financeiras atípicas

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (5) medidas contundentes que elevam o patamar das investigações sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. Ao todo, foram aprovados 57 requerimentos, dos quais 51 determinam a quebra de sigilo fiscal e bancário de servidores, familiares de investigados e um conglomerado de 36 empresas sob suspeita.
Além do devassamento das contas, os parlamentares aprovaram pedidos de prisão preventiva e de retenção de passaporte contra figuras centrais do suposto esquema. A fraude, estimada pela Polícia Federal em R$ 6,3 bilhões — embora o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, aponte cifras de até R$ 6,8 bilhões entre 2019 e 2024 — consistia na falsificação de autorizações para filiar idosos a associações e sindicatos sem consentimento.
Alvos de pedidos de prisão e retenção de passaporte
A lista de investigados que enfrentam pedidos de medidas cautelares inclui dirigentes de entidades que teriam se beneficiado diretamente dos descontos automáticos:
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