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CPMI do INSS vota quebra de sigilo de Lulinha e convoca empresários em nova fase de investigação

Comissão intensifica cerco a suposto esquema de descontos indevidos e lavagem de dinheiro, mirando conexões políticas e movimentações financeiras atípicas que podem ultrapassar a casa dos milhões

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A CPMI do INSS (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) retoma suas atividades nesta quinta-feira (26), às 9h, para uma das sessões mais decisivas de seu cronograma. Em sua 32ª reunião, o colegiado que investiga irregularidades e fraudes na concessão de benefícios previdenciários tem como pauta a votação de 87 requerimentos e a oitiva de personagens centrais no suposto esquema.

Foco nas quebras de sigilo: O caso Lulinha

Entre os itens de maior impacto político está o REQ 2.939/2026 - CPMI, de autoria do relator da comissão, o Deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O documento solicita a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República.

A fundamentação do relator baseia-se em mensagens interceptadas que mencionam um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger. Segundo as investigações, ao ser questionado sobre o beneficiário, o indivíduo identificado como “Careca do INSS” — apontado como líder da organização — teria afirmado tratar-se de “o filho do rapaz”. O relator destaca ainda repasses de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria para a RL Consultoria (de Roberta Luchsinger), alegando falta de lastro econômico real para os serviços citados.

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