Crise na Câmara: Hugo Motta nega negociação com oposição para desocupação do plenário
Conflitos e tensões marcam retomada dos trabalhos na Câmara dos Deputados; entenda o que está em jogo

A Câmara dos Deputados viveu momentos de alta tensão nos últimos dias, com a ocupação do plenário por parlamentares da oposição e a paralisação das atividades legislativas. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), conseguiu retomar os trabalhos na noite de quarta-feira (6), mas não sem antes enfrentar resistência de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em entrevista nesta quinta-feira (7), Motta negou qualquer negociação de pautas com a oposição para liberar o plenário, reafirmando a independência de sua posição. O Painel Político traz um panorama completo do que aconteceu, com detalhes dos bastidores e possíveis desdobramentos.
O que aconteceu na Câmara?
Na última terça-feira (5), deputados e senadores da oposição, em grande parte ligados a Jair Bolsonaro, ocuparam espaços na Câmara e no Senado, impedindo a realização de sessões deliberativas. O movimento foi uma forma de pressionar pela discussão de pautas prioritárias do bloco, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e o fim do foro privilegiado. A ação resultou no cancelamento de reuniões, conforme anunciado por Motta e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
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