Crise no Banco Master: Daniel Vorcaro relata à PF uso intensivo do FGC e impacto de mudanças regulatórias
Transcrição obtida pelo G1 aponta que o controlador do Banco Master descreveu à PF um modelo de negócios sustentado pelo FGC e pressões regulatórias que afetaram a liquidez da instituição

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que a instituição enfrentava problemas de liquidez e utilizava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como base de seu modelo de negócios. As informações constam de uma transcrição obtida pela jornalista Andréia Sadi, do portal G1, referente ao depoimento prestado no final de 2025 à delegada responsável pelo caso.
Segundo a transcrição, Vorcaro relatou à PF que havia uma “crise” e uma “pressão de liquidez” no banco. Ele também declarou que relatórios do Banco Central do Brasil (BCB) teriam indicado que a situação se intensificou em razão de mudanças na regulação e de movimentos do mercado financeiro. Em sua fala, o controlador sustentou que o plano de negócios do Master era “100% baseado no FGC” e que, até então, não via irregularidade nesse modelo, afirmando que as regras teriam sido alteradas após o crescimento da instituição.
Mudanças na captação e anúncio de venda ao BRB
Ainda conforme o conteúdo atribuído ao depoimento, Vorcaro disse que a cessão de ativos se tornou a principal forma de captação do banco até o anúncio de que o Banco Master seria adquirido pelo Banco de Brasília (BRB), instituição financeira pública do Governo do Distrito Federal. Após o comunicado, segundo ele, as fontes de captação teriam sido “fechadas por completo”.
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