Radar do Judiciário

De vendedor de abadás a banqueiro: A trajetória de Augusto Lima, preso pela PF na 'Compliance Zero'

Da venda de abadás à sociedade com Daniel Vorcaro no Master e ao controle do Banco Pleno: a ascensão do empresário baiano agora alvo da Polícia Federal que casou com a ex de Arruda

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Flávia e Augusto Lima

Em uma operação que escancara as entranhas do sistema financeiro e suas conexões com o poder, a Polícia Federal deflagrou a “Compliance Zero”, prendendo, entre outros, o empresário baiano Augusto Lima, de 46 anos. Sua trajetória, que começa na venda de velas e abadás e culmina na controlaria de um banco, é um retrato de oportunidades, parcerias de alto risco e uma rede de influências que serpenteia de Salvador a Brasília.

A investigação da PF joga holofotes sobre os negócios de Lima no setor financeiro, notadamente sua sociedade com Daniel Vorcaro no Banco Master, que durou de 2019 até o início deste ano. A porta de entrada para este mundo foi uma operação do governo da Bahia. Em 2018, o governador Rui Costa (PT) decidiu privatizar a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), controladora da rede de supermercados Cesta do Povo. A parte financeira do negócio ficou a cargo de Augusto Lima, que, a partir dela, criou o CredCresta, um cartão de crédito consignado para servidores públicos e funcionários de empresas privadas.

Foi este produto, o CredCresta, que Lima levou como seu principal trunfo ao se tornar sócio de Vorcaro no Banco Master. O cartão tornou-se um braço de negócios vital para a instituição, consolidando a posição do empresário no mercado.

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