Decisão da Suprema Corte americana proíbe Trump de usar Guarda Nacional para proteger agentes do ICE
Entenda os detalhes da ordem judicial que bloqueou a federalização de tropas para proteger agentes do ICE em meio a protestos contra políticas de imigração

Em uma decisão emitida nesta terça-feira, 23 de dezembro de 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidosnegou o pedido emergencial da administração do presidente Donald Trump para suspender ordens judiciais de instâncias inferiores que impediam o deploy de tropas da Guarda Nacional na região de Chicago, Illinois. A ordem, não assinada e emitida no chamado “shadow docket” (docket de emergência), representa um revés significativo para os esforços do governo federal em mobilizar forças militares para apoiar operações de imigração em cidades lideradas por democratas.
A Corte afirmou que, “nesta fase preliminar, o governo não identificou uma fonte de autoridade que permita às forças militares executar as leis em Illinois”. Os ministros conservadores Samuel Alito, Clarence Thomas e Neil Gorsuch discordaram da decisão. O ministro Brett Kavanaugh, também conservador, concordou com o resultado, mas defendeu uma abordagem mais restrita, alertando que a interpretação da maioria poderia ter “implicações potencialmente significativas para crises futuras que não podemos prever agora”.
O caso teve origem em outubro de 2025, quando o presidente Trump federalizou cerca de 300 membros da Guarda Nacional de Illinois e planejava enviar outros 400 de Texas para proteger agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) durante a operação conhecida como Operation Midway Blitz, uma ofensiva de fiscalização imigratória que resultou em milhares de prisões. Protestos intensos ocorreram em frente a uma instalação do ICE no subúrbio de Broadview, oeste de Chicago, com relatos de confrontos entre manifestantes e agentes federais.
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