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Delegada investigada por ligações com facção criminosa tem prisão temporária mantida pela justiça paulista

Audiência de custódia confirma prisão temporária de delegada suspeita de vínculos com facções, enquanto MP e Corregedoria aprofundam investigações sobre lavagem de dinheiro e organização criminosa

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Delegada após audiência de custódia - reprodução

A Justiça de São Paulo manteve neste sábado (17) o decreto de prisão temporária da delegada Layla Lima Ayub, de 36 anos, após audiência de custódia realizada no Fórum da Barra Funda, na capital paulista. A medida ocorre no contexto de investigações que apuram possíveis vínculos da policial civil com o crime organizado, incluindo um relacionamento com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, apontado por investigadores como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Pará.

Layla foi conduzida algemada até o fórum por uma escolta da Polícia Militar de São Paulo. A audiência de custódia é um procedimento padrão da Justiça, cujo objetivo é avaliar a legalidade do cumprimento do mandado de prisão e eventuais irregularidades no tratamento dispensado ao preso. Os fundamentos da decretação da prisão não são reavaliados nessa etapa.

A prisão temporária, expedida pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital, tem prazo inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. Durante esse intervalo, o Ministério Público de São Paulo deve ouvir novas testemunhas e aprofundar as diligências.

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