Desmatamento e invasões de madeireiros e grileiros ameaçam quase um terço da Terra Indígena Karipuna, em Rondônia
Imagens de satélite mostram a devastação no território desde 2002

A Terra Indígena Karipuna (TIKA), localizada nos municípios de Porto Velho e Nova Mamoré, em Rondônia, enfrenta sérias ameaças de invasões por madeireiros e grileiros, além do desmatamento avassalador em seu entorno. A TIKA é lar de 42 indígenas do povo Karipuna, na Amazônia Legal.
O território possui uma área de aproximadamente 153 mil hectares, o equivalente a oito vezes o estádio do Maracanã, concentrados em uma única aldeia. A TI Karipuna ocupa a 8ª posição no ranking de desmatamento, com 48,62 km², aproximadamente duas vezes a Ilha de Fernando de Noronha.
A análise do desmatamento na área revela índices anuais baixos até 2018. Já em 2022 apresentou o maior aumento histórico (17,41 km², aumento significativo de 10,36 pontos percentuais comparado a 2021. Porém, em 2023, ocorreu uma queda de 12,07% em comparação ao ano anterior.

Nas imagens de satélite do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), divulgadas com exclusividade pelo jornal O Globo, é possível comparar a evolução da área desmatada na TI Karipuna e entorno nos anos de 2004, 2014 e março de 2024.
Pode-se perceber que as imagens do satélite do Sistema PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacam um aumento do desmatamento, especialmente a leste da TI Karipuna, onde está localizada a Reserva Extrativista Estadual Jaci-Paraná, que antes funcionava como uma barreira natural contra o avanço do desmatamento sobre a TI Karipuna

O desmatamento no entorno da TI Karipuna também foi examinado e mostra um aumento a partir de 2013 e uma queda de aproximadamente 173% em 2023 comparado a 2022.
O território ocupa a 16ª posição no ranking de desmatamento em terras indígenas no Brasil, com 75,31 km², o equivalente a um pouco mais de toda a área do estado da Paraíba. Nos últimos cinco anos, no entanto, está entre as oito mais desmatadas do país. O gráfico a seguir ilustra as terras indígenas mais desmatadas entre 2008 e 2023.
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