Devastação Legalizada: Estado de Rondônia fecha os olhos para o massacre da Amazônia; MPRO quer R$ 614 milhões em indenizações
MP revela omissão escandalosa do governo estadual, permitindo destruição de mais de 15 milhões de hectares em áreas protegidas e incentivando atividades ilegais em Unidades de Conservação
O desflorestamento na Amazônia, em especial na comarca de Porto Velho, tem avançado em Unidades de Conservação, áreas especialmente protegidas e que deveriam ser mantidas intactas, justamente como reservas da biodiversidade.
Lamentavelmente, porém, o Ministério Público em defesa do Meio Ambiente, na comarca de Porto Velho, constatou que a omissão do Estado, na proteção efetiva de suas unidades de conservação, resultou num quase extermínio da cobertura florestal em várias das suas unidades de conservação, podendo se citar: Estação Ecológica Soldado da Borracha e Reserva Extrativista Jaci-Paraná.
Em ambas, em um ano de atuação (ago/23 a ago/24), o Ministério Público constatou, entre vários outros ilícitos, a existência e manutenção de Cadastros Ambientais Rurais (CAR) ativos, existência de vultosa quantidade de gado e sua movimentação comercial, com cadastros de produtores rurais mantidos pela Secretaria de Finanças do Estado (SEFIN), cadastro de propriedade rural junto a Agência de Defesa Agrosilvopastoril (Idaron) expedição de Guias de Transporte Animal e aquisição deste gado criminoso por Frigoríficos, além de quase 7 mil hectares de desflorestamento constatados na Esec Soldado da Borracha e mais de 2 mil e quinhentos hectares desflorestados na Resex Jaci-Paraná.
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