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Diálogos na ONU: Lula critica sanções dos EUA, Trump sinaliza encontro com o brasileiro e ambos cobram reformas na entidade global

Em meio a tensões bilaterais, presidentes do Brasil e dos EUA trocam recados durante a 80ª Assembleia Geral, abrindo caminho para possível entendimento, mas expõem fragilidades da organização

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A 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada na sede da entidade em Nova York, foi palco nesta terça-feira de discursos contrastantes, mas com pontos de convergência, dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos.

Seguindo a tradição diplomática que coloca o Brasil como o primeiro país a discursar no debate geral, Lula abriu a sessão com uma defesa veemente da soberania nacional e críticas veladas às políticas unilaterais dos EUA, em referência às sanções e tarifas impostas recentemente contra autoridades e exportações brasileiras. Trump, por sua vez, seguiu o protocolo ao discursar em seguida, ecoando queixas sobre a ineficácia da ONU, mas surpreendendo ao elogiar o líder brasileiro e anunciar um encontro bilateral para a próxima semana – um gesto que deixa o republicano aparentemente desarmado para negociações futuras, em meio a uma escalada de tensões que inclui a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe em 2022.

O evento ocorre em um contexto de relações bilaterais fragilizadas desde a posse de Trump em janeiro de 2025. Em julho, os EUA anunciaram tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, como retaliação às investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra aliados de Bolsonaro, incluindo sanções a familiares de ministros como Alexandre de Moraes.

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