Poder & Bastidores

Discurso de Lula na ONU: defesa da soberania e recado aos autocratas

Por Rodrigo Augusto Prando*

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Foi assaz esperado o discurso de Lula na 80ª Assembleia Geral da ONU. E tal expectativa deu-se devido ao momento histórico vivido, no Brasil e no mundo, mormente, por conta da política de Donald Trump, presidente dos EUA.

Historicamente, cabe ao Brasil abrir os trabalhos da ONU com o discurso inaugural do Chefe de Estado, portanto, coube a Lula, pela oitava vez, esse relevante papel no plano internacional. Ao usar o espaço para discursar, os líderes políticos costumam conjugar, retoricamente, fatos internos de seus países e elementos atinentes à conjuntura mundial. Com Lula não foi diferente. Além disso, o discurso costuma ser analisado em duas dimensões: conteúdo e forma.

Havia uma preocupação ligada à forma discursiva de Lula: ponderada ou agressiva, suave ou contundente. O presidente brasileiro não citou Trump em nenhum momento, mas deu seu recado de forma contundente, todavia, sem agressividade. Lula apresentou aquilo que o mundo presenciou como a guinada de um multilateralismo para um tipo de unilateralismo arrogante dos EUA.

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