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Disputa nos Correios expõe tensões entre PT e União Brasil; comando da estatal deve mudar

Conflito interno e pressões políticas ameaçam a gestão da estatal e reacendem debates sobre seu futuro

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Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Uma crise interna no Partido dos Trabalhadores (PT) e a crescente pressão do União Brasil pelo controle dos Correios estão no centro de um embate político que pode redefinir a direção da estatal. O atual presidente da empresa, Fabiano Silva, indicado pelo grupo Prerrogativas – formado por advogados e juristas próximos ao PT –, enfrenta um processo de desgaste público e interno, com aliados aconselhando-o a deixar o cargo antes do fim de seu mandato, previsto para agosto de 2025.

A disputa, que envolve o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reflete não apenas divergências sobre a gestão da estatal, mas também um jogo de poder entre partidos da base aliada do governo Lula, com impactos que podem reverberar até as eleições de 2026.

Contexto da crise nos Correios

Os Correios, uma das maiores estatais do país, enfrentam desafios financeiros significativos, com um prejuízo recorde de R$ 2,6 bilhões em 2024, atribuído em parte às mudanças nas regras de importação, conhecidas como "taxa das blusinhas".

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