Do Tayayá ao Arleen: entenda a rota de recursos que liga família de Toffoli a fundos sob investigação da PF
Investigação federal sobre crimes financeiros atinge rede de fundos conectada ao Banco Master; transações envolvendo empresa da família do ministro do STF podem ser analisadas pelo Coaf

A Polícia Federal (PF) intensificou, nas últimas semanas, a apuração de supostos crimes financeiros em fundos de investimento conectados ao resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), empreendimento no qual a empresa Maridt — da qual a família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, é sócia — manteve participação societária até 2021.
Segundo informações apuradas por veículos de imprensa e confirmadas por documentos oficiais, a investigação foca em uma cadeia de fundos que inclui o Arleen, identificado como parte da estrutura utilizada pelo Banco Master, sob comando do empresário Daniel Vorcaro, em operações financeiras sob escrutínio das autoridades.
A rota do dinheiro: do Tayayá ao Arleen
Em setembro de 2021, a Maridt vendeu sua participação no resort Tayayá ao fundo Arleen por aproximadamente R$ 3,1 milhões, conforme registros na Junta Comercial do Paraná . O fundo Arleen, por sua vez, é cotista do fundo Leal, cujo único titular é o advogado e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado nas investigações como operador do esquema financeiro do Banco Master.
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