Dono da Choquei é alvo da PF; entenda a participação de Raphael Souza no esquema
Influenciadores e funkeiros são alvos de ofensiva federal que investiga ocultação de patrimônio via criptoativos, empresas de fachada e apostas ilegais em nove estados
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- Em resumo
- A Polícia Federal prendeu o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo na Operação Narco Fluxo.
- O esquema investigado movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de criptoativos, empresas de fachada e transporte de dinheiro em espécie.
- Raphael atuava como "operador de mídia", impulsionando conteúdos favoráveis a investigados e promovendo plataformas de apostas ligadas ao grupo.
- Ações ocorrem em nove estados e no Distrito Federal, com 39 prisões temporárias e 45 buscas e apreensões autorizadas pela 5ª Vara Federal de Santos.
- Por que isso importa: a operação expõe a intersecção entre influência digital, economia informal e estruturas de lavagem de capital — um desafio crescente para órgãos de controle e para a transparência no ambiente digital.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, dia 15, a Operação Narco Fluxo, que resultou na prisão do influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, apontados como integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão. As ações, coordenadas pela 5ª Vara Federal de Santos, ocorrem simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal."Os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular os valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos", afirmou a Polícia Federal em nota oficial.
Como funcionava a estrutura investigada
De acordo com o inquérito, a organização criminosa utilizava uma rede sofisticada para misturar receitas legítimas do entretenimento com recursos de origem ilícita. Empresas de fachada do setor cultural, intermediação por terceiros e operações com criptoativos compunham o mecanismo de ocultação patrimonial. O influenciador Raphael Sousa Oliveira exercia, segundo a Polícia Federal, a função de operador de mídia do grupo. Sua atuação incluía impulsionar conteúdos favoráveis a investigados, auxiliar na gestão de crises de imagem e promover plataformas de apostas e rifas digitais integradas à dinâmica financeira do esquema. A apuração indica que ele recebeu valores diretamente de alvos centrais da investigação, incluindo MC Ryan SP, Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior. "A defesa técnica de MC Ryan informa que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo", declarou o advogado Felipe Cassimiro Melo de Oliveira, ressaltando a "absoluta integridade" do artista e a origem comprovada de suas transações.
Alcance nacional e medidas judiciais
A ofensiva mobilizou mais de 200 policiais federais para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de ativos, sequestro de bens e restrições societárias para interromper o fluxo financeiro e preservar recursos para eventual ressarcimento. Foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie e veículos de alto valor. Os suspeitos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, conforme tipificação apresentada pela Polícia Federal.
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