Editorial: Venezuela em xeque: É hora de Maduro deixar o poder e restaurar a democracia pacífica
Com o Nobel da Paz para María Corina Machado, o mundo pressiona por transição sem invasões armadas – qual o papel do Brasil nessa encruzilhada?

A crise política na Venezuela, que se arrasta há mais de uma década sob o governo de Nicolás Maduro, ganhou novos contornos em 2025. Após eleições presidenciais disputadas em julho de 2024, marcadas por denúncias de fraude e repressão, Maduro assumiu um novo mandato em janeiro deste ano, em uma cerimônia boicotada por líderes democráticos internacionais e criticada como “desprovida de legitimidade democrática”.
A oposição venezuelana, liderada por figuras como María Corina Machado, coordenadora nacional de Vente Venezuela, e Edmundo González Urrutia, candidato unitário da Plataforma Unitária Democrática (PUD), insiste em uma transição pacífica para restaurar as instituições democráticas, sem apoio a invasões armadas – uma posição que ecoa o consenso global de que a solução deve vir de dentro do país.
No dia 10 de outubro de 2025, o Comitê Nobel norueguês anunciou María Corina Machado como vencedora do Prêmio Nobel da Paz, reconhecendo sua “luta incansável pela democracia e pelos direitos humanos em meio à repressão”.
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