'Elas do Bem' reúne milhares em apoio a Sílvia Cristina ao Senado
Evento reuniu milhares de mulheres em Porto Velho na reta final da campanha; a candidata defende penas mais duras contra o feminicídio, alto em Rondônia
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- O evento "Elas do Bem" reuniu milhares de mulheres em Porto Velho em apoio à candidatura da deputada federal Sílvia Cristina ao Senado, na reta final da campanha.
- A mobilização contou com candidatas, lideranças e apoiadores, além do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, que pediu votos para a candidata.
- Sílvia Cristina defendeu penas mais duras contra feminicídios e agressões, aliadas a ações de proteção e acolhimento às vítimas.
- Rondônia tem uma das maiores taxas de feminicídio do país: 25 casos em 2025 e a segunda maior taxa da região Norte, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
- Por que isso importa: a pauta da violência contra a mulher ganha centralidade na disputa pelo Senado em um estado com índices acima da média nacional
O evento "Elas do Bem" reuniu milhares de mulheres em Porto Velho, em apoio à candidatura da deputada federal Sílvia Cristina ao Senado, na reta final da campanha. A mobilização contou com candidatas, lideranças, apoiadores e o prefeito da capital, Léo Moraes, que reforçou o pedido de votos. No ato, a candidata defendeu penas mais duras contra a violência de gênero — em um estado que tem uma das maiores taxas de feminicídio do país.
Uma mobilização de mulheres na reta final
Segundo a candidata, o encontro reuniu apoiadoras dispostas a fortalecer a campanha na fase decisiva da disputa.
"Foi uma festa linda! Muitas mulheres de mãos dadas, somando com a nossa campanha (...). As mulheres escolheram o lado do bem e vamos juntas para a vitória ao Senado." — Sílvia Cristina
Sílvia destacou o peso do eleitorado feminino: "Nós, mulheres, somos a maioria do eleitorado e temos que ser protagonistas", afirmou, ao comemorar a adesão ao evento.
A pauta: penas mais duras e proteção às vítimas
O ponto central do discurso foi o enfrentamento à violência contra a mulher. A candidata defendeu o endurecimento das penas para agressores e feminicidas, combinado a políticas de proteção e acolhimento.
"Rondônia tem um dos piores índices de feminicídios do país (...). Isso é inaceitável e não podemos deixar de agir. No Senado, quero defender o aumento de penas aos agressores e feminicidas, mas também trabalhar para que haja ações de proteção e amparo às mulheres vítimas da violência." — Sílvia Cristina
Para ela, a mudança depende de uma combinação de fatores: "Somente com punição pesada, aliada à educação e ao trabalho de acolhimento das vítimas, podemos mudar essa triste realidade."
Os números da violência em Rondônia
Os dados confirmam a gravidade apontada pela candidata. Rondônia registrou 25 feminicídios em 2025 e figura entre os estados com as piores taxas do país em relação à população. Segundo o levantamento Retrato dos Feminicídios no Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o estado teve, em 2025, uma taxa de 2,9 feminicídios por 100 mil mulheres — a segunda maior da região Norte, atrás apenas do Acre (3,2), e uma das mais altas do Brasil, cuja média nacional foi de 1,43 por 100 mil. No país, 2025 foi um ano recorde, com mais de 1.500 mulheres mortas por razões de gênero.
Onde denunciar
Denúncias de qualquer ato de violência contra mulheres podem ser feitas pelo 190 (Polícia Militar) ou pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher), que recebe relatos e presta informações.
A campanha e o discurso das entregas
Sílvia Cristina afirmou que sua candidatura cresce em todas as regiões do estado e atribuiu o avanço ao trabalho como deputada federal. "O povo reconhece quem faz, quem trabalha e tem entregas", disse, ao relatar o que classificou como aumento de pedidos de reuniões e manifestações de apoio na capital e no interior.
Num estado onde a violência contra a mulher supera a média nacional, o tema ganhou o centro do palco na reta final da disputa pelo Senado — e a mobilização de um eleitorado majoritariamente feminino tende a ser um dos fiadores do resultado. Se a energia do evento se converte em voto, quem dirá são as urnas de outubro.
Versão em áudio disponível no topo do post.