Painel Rondônia

Eleições de 2024 em Porto Velho: a pré-campanha no centro do bolsonarismo

Por Coletivo Legis-Ativo e João Paulo Viana

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Rondônia foi o único estado brasileiro em que Bolsonaro sagrou-se vitorioso em todos os municípios, em cada um dos quatro turnos das eleições de 2018 e 2022. O crescimento do bolsonarismo rondoniense pode ser observado nos diversos níveis de competição eleitoral, além da evidente inexistência de oposição parlamentar em âmbito estadual e também no plano municipal, no caso da capital Porto Velho. Não obstante o fato de que desde a sua fundação o subsistema partidário rondoniense tem sido marcado pelo predomínio de partidos conservadores, é notória à guinada radical à direita em curso no estado desde as eleições de 2018.

Em recente pesquisa que será publicada em breve, de autoria minha e do cientista político e professor da UFPR, Márcio Cunha Carlomagno, verificamos que Jair Bolsonaro (PL), além de vencer na totalidade das 52 cidades rondonienses nos respectivos primeiro e segundo turnos das disputas presidenciais de 2018 e 2022 conforme já haviam apontado as análises de conjuntura do Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal (LEGAL), saiu vitorioso também em cerca de 97% das seções eleitorais do estado em ambos os pleitos. Ademais, em boa parte desses municípios Bolsonaro venceu em todas as seções nos quatro turnos que disputou. De fato, os dados impressionam.

Nesse contexto, a aliança de partidos vitoriosa na disputa ao governo de Rondônia em 2022 se fortaleceu ainda mais após o período da janela partidária desse ano na Câmara Municipal de Porto Velho (CMPV). Embora com alguns atritos e pequenas rusgas nesse percurso, o grupo liderado pelo governador, Cel. Marcos Rocha (União), e pelo prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), formado fundamentalmente por lideranças de União Brasil, PSDB e Republicanos, até o momento, parece chegar unido à disputa local de outubro próximo. Ainda que o prefeito já detivesse maioria absoluta na CMPV, com a diminuição drástica da fragmentação partidária, de 14 para 7 legendas, e a migração majoritária em direção à sua base de apoio, Hildon Chaves consolidou sua coalizão legislativa em torno dessas três legendas, que juntos possuem 70% das cadeiras da casa de leis da capital. Cumpre mencionar que, durante o segundo mandato do tucano Chaves, a taxa de aprovação dos projetos de lei de autoria do Executivo gira em torno de 90%.

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