Em Rondônia: Pacientes são removidos de madrugada para hospital 'privatizado' e caso termina em morte
Denúncias apontam que transferências arriscadas de Porto Velho para Guajará-Mirim podem estar relacionadas a contratos de terceirização; hospital de destino conta com apenas três médicos

Em meio a crescentes questionamentos sobre a gestão da saúde pública em Rondônia, uma série de denúncias graves emerge sobre transferências hospitalares potencialmente desnecessárias e perigosas. Pacientes do Hospital João Paulo II, em Porto Velho, estão sendo transferidos durante a madrugada para o Hospital Regional de Guajará-Mirim, em condições que têm alarmado profissionais da saúde.
De acordo com servidores que preferiram não se identificar, as transferências ocorrem principalmente durante a madrugada, algumas vezes sem o uso de ambulâncias adequadas, com pacientes sendo transportados em caminhonetes comuns. O caso mais grave resultou no óbito de um paciente que havia dado entrada no Hospital João Paulo II com uma simples fratura no punho esquerdo.
A situação é ainda mais preocupante quando se considera a estrutura do hospital de destino. O Hospital Regional de Guajará-Mirim opera com apenas três médicos - um ginecologista e dois cirurgiões que trabalham em regime de revezamento - uma equipe nitidamente insuficiente para atender a demanda que está sendo artificialmente criada.
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