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Entenda como as doenças psicossomáticas refletem na saúde da pele

Dermatologista destaca a influência da saúde mental e esclarece mitos e verdades sobre as principais condições

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O caso do industriário, de 54 anos, que estava com 98% do corpo com vitiligo e recuperou 93% do pigmento da pele assim que se divorciou, chamou a atenção nos últimos dias. De acordo com o dermatologista do paciente, a separação foi um fator determinante para a recuperação, pois a condição física era influenciada por um fator psicológico.

As doenças psicossomáticas são condições dermatológicas que podem ser intensificadas ou desencadeadas por fatores emocionais e psicológicos. “A influência da saúde mental na saúde da pele é um campo de estudo crescente e relevante na dermatologia”, afirma a Dra. Mayla Carbone, médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “Questões emocionais podem esconder fontes de problemas dermatológicos como alopecia, dermatite atópica, herpes-zóster, psoríase e vitiligo, porém, existem algumas crenças comuns que acabam espalhando algumas desinformações na hora do tratamento”, aponta.

A alopecia é a perda de cabelo que pode ocorrer em várias formas, como a alopecia areata, onde surgem áreas de calvície em diferentes partes do couro cabeludo. Muitas vezes, é atribuída apenas a fatores genéticos ou hormonais, mas o estresse e a ansiedade podem precipitar ou agravar a condição. “Um mito comum é que a alopecia é sempre genética. A verdade é que embora fatores genéticos contribuam, o estresse emocional é um gatilho importante para a alopecia areata”, explica a dermatologista.

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