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PF abre inquérito para investigar uso de emendas no filme Dark Horse sobre Bolsonaro

Polícia Federal, com autorização do ministro Flávio Dino do STF, investiga o uso de emendas parlamentares na produção do longa Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL); CGU também audita repasses ao Instituto Conhecer Brasil ligado à produtora

PF abre inquérito para investigar uso de emendas no filme Dark Horse sobre Bolsonaro
📷 Divulgação
📋 Em resumo
  • PF abre inquérito autorizado por Flávio Dino para apurar uso de emendas parlamentares na produção do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro
  • CGU realiza auditoria sobre repasses ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à sócia da Go Up Entertainment
  • Investigação em SP mira ao menos R$ 700 mil destinados por deputados estaduais a entidades da produtora
  • Deputado Mário Frias nega irregularidades e afirma que recursos tiveram finalidade social
  • Por que isso importa: O caso levanta questionamentos sobre o uso de verbas públicas em produções culturais e a fiscalização de emendas parlamentares.
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A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar possíveis irregularidades na produção do filme Dark Horse — longa-metragem sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os agentes apuram o uso de emendas parlamentares na realização da obra. A investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino (STF) na última sexta-feira (26 de junho de 2026).

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou nesta quarta-feira (1º de julho) que as apurações já estão em andamento.

Em paralelo, a Controladoria-Geral da União (CGU) abriu auditoria para verificar se emendas parlamentares foram destinadas a entidades ligadas à empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora do filme. O objetivo é checar eventual desvio de finalidade dos recursos públicos.

As frentes de investigação

A Corte e os órgãos de controle apuram a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, comandado por Karina da Gama. Em maio, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou ao STF ter usado emendas para financiar a cinebiografia. Em manifestação enviada a Dino, ele afirmou que os recursos tiveram “fim social”.

Em outra frente, a Go Up Entertainment foi alvo, no início de julho, de operação que investiga desvio de verba pública em São Paulo. Deputados estaduais paulistas destinaram ao menos R$ 700 mil a entidades ligadas à empresa.

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Contexto sobre emendas e produções culturais

Emendas parlamentares são recursos do Orçamento federal que deputados e senadores podem indicar para obras, entidades ou projetos específicos em suas bases eleitorais. Quando direcionadas a institutos ou empresas de produção cultural, exigem comprovação de execução e finalidade pública.

O filme Dark Horse retrata a trajetória de Bolsonaro e ganhou repercussão por seu caráter político. As investigações não questionam o conteúdo da obra, mas a origem e a aplicação dos recursos públicos eventualmente utilizados em sua produção.

Declarações e próximos passos

Mário Frias sustenta a legalidade dos repasses. A PF e a CGU seguem analisando documentos, contratos e prestações de contas. O inquérito da PF, conduzido com supervisão do STF, pode avançar para buscas, quebras de sigilo ou indiciamentos caso sejam identificados indícios de irregularidades.

A CGU, por sua vez, deve emitir relatório técnico sobre a auditoria, que pode subsidiar ações de ressarcimento ou responsabilização.

O caso se insere em um debate mais amplo sobre transparência e controle no uso de emendas parlamentares, especialmente em projetos culturais ou de comunicação. A evolução das apurações pode influenciar futuras regras de prestação de contas e o escrutínio sobre produções financiadas com recursos públicos.

Versão em áudio disponível no topo do post.

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