Escândalo das Emendas: STF torna réus três deputados do PL por esquema milionário de propinas
Parlamentares são acusados de exigir 25% do valor de emendas destinadas à saúde, usando inclusive ameaças armadas para garantir o pagamento das propinas

Em decisão unânime, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra três parlamentares do PL, tornando-os réus por organização criminosa e corrupção passiva. Os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE) são acusados de comandar um esquema sofisticado de desvio de recursos públicos através de emendas parlamentares.
O esquema
Segundo as investigações da Polícia Federal, através da Operação Ágio Final, o grupo exigia o pagamento de propina equivalente a 25% dos valores destinados via emendas parlamentares. Em um caso específico, documentado pela PGR, os parlamentares solicitaram R$ 1,66 milhão em propinas ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), em troca da liberação de R$ 6,67 milhões em recursos federais para o município.
Liderança e organização
De acordo com a denúncia, o deputado Josimar Maranhãozinho exercia papel de liderança no esquema, tendo influência direta sobre as emendas dos demais parlamentares envolvidos. A organização criminosa contava ainda com a participação de agiotas, blogueiros e empresários, formando uma rede complexa de desvio de recursos públicos.
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