EUA aplicam Lei Magnitsky a esposa de Alexandre de Moraes e instituto familiar
Tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos ganham novo capítulo em meio à visita de Lula à ONU

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (22) novas sanções sob a Lei Global Magnitsky contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e contra o Lex Instituto de Estudos Jurídicos LTDA, entidade controlada pela família do magistrado. A medida, publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro norte-americano, estende restrições já impostas ao próprio Alexandre de Moraes em 30 de julho de 2025, ampliando o impacto sobre o Judiciário brasileiro em um contexto de crescentes atritos bilaterais.
A Lei Magnitsky, inspirada na luta contra violações de direitos humanos e corrupção, permite que os EUA imponham punições unilaterais a indivíduos e entidades estrangeiras, incluindo o bloqueio de ativos, proibição de transações financeiras e restrições de visto. No caso de Viviane Barci de Moraes, identificada como sócia-gerente do Lex Instituto ao lado dos três filhos do casal, as sanções visam, segundo o comunicado oficial do Tesouro, impedir a possível evasão de medidas anteriores por meio da estrutura familiar. O instituto, fundado em 2000 e com patrimônio estimado em mais de R$ 12 milhões em imóveis, é descrito pelas autoridades americanas como um veículo para gerenciar bens da família de Moraes

.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.